Fatima Venzi. Tecnologia do Blogger.

RSS

COMPETÊNCIA LINGUÍSTICA E DISCURSIVA


Esse método é baseado no Cognitivismo/Sócio-Interativo (construção de sentidos) trabalhando as 4 habilidades (leitura, escrita, audição e fala), onde o aluno vai adquirindo fluência. O objetivo é a busca da competência linguística e discursiva.
Introduzir as estruturas e o vocabulário básico da lingua, enfatizando ritmo, pronúncia correta. O objetivo principal é fazer o aluno se familiarizar com os sons e as estruturas da língua e se comunicar em situações do cotidiano.
Desenvolver fluência, solidificar estruturas e vocabulário aprendidos e ampliar o aprendizado, introduzindo novas estruturas e vocabulário. O objetivo principal é tornar o aluno seguro e auto-confiante, e, aos poucos, começar a desenvolver competência linguística.
Desenvolver competência linguística, solidificando as estruturas e vocabulário aprendidos através de situações reais e mais significativas e ampliando o universo estrutural e vocabular do aluno.
Desenvolver competência discursiva, habilitando o aluno a conversar sobre tópicos diversos, utilizando estruturas complexas e vocabulário adequado.
Um  falante  normal  de  uma comunidade  lingüística  possui  um  saber  tocante a todos  os  aspectos  do  sistema  de comunicação de que  ele  dispõe.  Ele manifesta este  saber  quando  interpreta e avalia a conduta  de  seu  interlocutor  e  de  si  próprio. Neste sentido pode-se admitir a equação saber=competência; mas, normalmente, competência  vai  além  do  saber.  Poderia  ser  um termo  genérico para  designar  as  capacidades  dos indivíduos.  Se a  competência  inclui  o  saber,  ela  inclui também  uma capacidade  de utilizar este saber, de mobilizar e colocar em prática este saber. Segundo Bronckart, este conjunto de  capacidades  pode  ser  denominado de  domínio da  língua ou  manejo da língua.
A evidência de que a falta de conhecimentos mais detalhados sobre os fatores lingüístico-discursivos em jogo na leitura de textos dissertativos constitui obstáculo para o cumprimento de um dos principais objetivos apontados pelos Parâmetros Curriculares Nacionais (1997: 42): orientar o aluno a utilizar a linguagem como instrumento de aprendizagem, sabendo como proceder para ter acesso, compreender e fazer uso de informações contidas nos textos.
Nosso estudo é a determinação do contrato de fala entre enunciador e enunciatário, cuja troca discursiva levará em conta esse contrato previamente legitimado
 
DICAS DE COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS

  COMPREENDER   é entender  o que  diz  o texto, é  decifrar o código usado na  elaboração do mesmo, o seu sentido.
  INTERPRETAR – é desenvolver  a  idéia  do  texto, entender  bem  o que o autor  disse,  a ponto de  parafraseá-lo.
  PARÁFRASEAR – é  a  capacidade  de  recontar  a  história  com as  próprias  palavras.
  PERÍFRASE – é  o  rodeio  de  palavras.  Também  chamado  de  circunlóquio.
   INTERTEXTUALIDADE – acontece  quando  vários  textos  possuem  o  mesmo  tema,  porém,  tratados  de  forma  diferentes.
   SÍNTESE            é  um  resumo  feito  por  palavras  chaves,  fazendo lembrar  as  idéias  principais  do  texto.
   RESUMO – é o  texto  composto por  idéias  principais. Reescreve-se  o  texto  de  forma  concisa  mantendo  suas  idéias  principais,  diferentemente  da paráfrase.
   RESENHA É comentar sobre algo que se tem conhecimento. É  o  resumo  crítico. Neste  caso,  conserva-se  a  idéia  principal, acrescentando  opiniões  sobre  o  assunto. Resenhar é dissertar.
  INFERÊNCIA – é o que  está  dito,  mas não  está  escrito. São  informações  contidas  no  texto  e  que  o  autor deixou subtendidas.
   COESÃO – é  a  ligação  correta  entre  as  palavras.  Palavras  colocadas  nos  lugares  certos,  na  hora  certa.
  COÊRENCIA – é  a  ligação  correta  das  idéias. Só  se  adquire  coerência  se  a  coesão  estiver  colocada  de  forma  adequada  no  texto. 

Tipos de Discursos

  DISCURSO  DIRETO – acontece  quando  os  próprios  personagens  conversam  entre  si,  não  havendo  intermediação  ou  narração  de  uma  terceira  pessoa.

DISCURSO  INDIRETO – neste  caso,  os  personagens  não  conversam  entre  si, apenas  o  narrador  conta  com  suas  palavras  o  que  aconteceu e  quem  disse  o  quê.

DISCURSO  INDIRETO  LIVRE – é  a  união  dos  dois  discursos  acima. Neste  tipo  de  discurso, o  narrador  conta  à  história  e  em  determinados  momentos  relembra  com precisão  o que  disse  os  personagens  ou  cada  um  deles. Quando  tal  fato  acontece, chamamos  de  “flash  memorial”.

SIGNIFICAÇÃO  DAS  PALAVRAS

As  palavras  podem  ser  entendidas  de  várias  formas. De  forma  literal  ou  não. Quando assume  a  forma  literal,  dizemos  que  esta  no  “sentido  real”  e  quando  assume  a  forma  do  contexto,  dizemos  que  esta  no  “sentido figurado”,  para  ambos  o  caso,  a  língua  portuguesa tem uma  classificação.

LINGUAGEM  DENOTATIVA – acontece  quando  as  palavras  estão  no seu  sentido  real. No  sentido  do dicionário.

LINGUAGEM CONOTATIVA -  quando  as  palavras  estão  no sentido figurado, irreal, inventado.

            Lembre-se:   Linguagem  Denotativa =  Dicionário

                                    Linguagem  Conotativa =  Criativa
            
            Ex.:  bula  de  remédio,  manual  do  usuário, informe  publicitário ¹  de  propaganda  e  outros.
  
DIVERSIDADE  LINGUÍSTICA

A  Língua  Brasileira (Portuguesa  do  Brasil )  tem  duas  formas  de  ser  usada  pelos  brasileiros.  O  que  era  considerado  errado  em  se  tratando  de  língua  falada,  com  as  reformas  e  mudanças   acontecidas  na  língua  foi  extinto  e  deu-se  lugar  ao  que  se  denomina  hoje  de  “língua  padrão  e  língua  não  - padrão”.
Língua  Padrão -  é  aquela  que  segue as  normas  da  gramática  normativa  ( que  dita  normas),  que  deve  ser  falada  por  todos  os  indivíduos  possuidores  de  conhecimento  acadêmico.
Língua  não-padrão – é  aquela  usada  por  todos  os  brasileiros,  independente  de  conhecimento  acadêmico, porquê  é  a  língua  pátria. Essa  é  usada  no  dia – a – dia.

Atenção: Língua  Padrão  =  Língua  Culta

            Língua  Não-Padrão  = Língua  Coloquial  

 Funções da Linguagem na Comunicação

Na  Língua  Brasileira (Portuguesa) a  linguagem  toma  vários  aspectos  diferentes  de  acordo  com  a  intenção  do  emissor  da  mensagem e  a  que  fim  ela  se  dispõe.

As  Funções  da  Linguagem  usadas  no Brasil  são:

Função  Poética – é  a  própria  poesia.

EX: “... Mas  a  vida  é  feita...”.
                   De  desencontros,
                        De  alegrias,
                        De  buscas,
                     E de  sonhos...”( Venzi)”.

Função  Emotiva -  neste casso,  o  emissor  é  totalmente  egoísta, fala  somente  de seus  sentimentos,  dando  predominância  ao  uso  da  primeira  pessoa  do  verbo (EU).

EX: Músicas  sertanejas, músicas  bregas,  onde  o  cantor  ou  autor  se  preocupa  apenas  com  o  que  ele  está  sentindo. 

Função  Apelativa – o  emissor  usa  a  mensagem  para  tentar  influenciar  nas  atitudes  do  receptor,  tem  predominância  do  verbo  no  imperativo  e  uso  do  vocativo.

EX:  Programas  de TV  feitos  para  dona  de  casa, propagandas  etc.

Função Fática – o  emissor  tenta  estabelecer contato, envia a mensagem  e  aguarda  resposta  do  receptor  para  estabelecer  uma  conexão  de  comunicação. Se o  receptor  não der continuação  ao processo  esperado,  a  comunicação  se  completa, mas  é  considerada  falha.

Ex:  O  cara  esta  na  estrada, pneu furado, chovendo, de  noite,  sem macaco e pneu de  estepe também  furado.  Pega  o  celular  e  liga  para  casa...

-                                                         Alô!
-                                                         Alô!
-                                                         Quem fala?!
-                                                         O quê?
-                                                         Quem ta falando???
-                                                         Não tô ouvindo nada!!!
-                                                         Sou eu...José  Araújo!!!!
-                                                         Não meu filho...Aqui não tem nenhum “PARAFUSO”  NÃO!!!! Imbecil!!! 

PIM...PIM....PIM....PIM....PIM...
 
Função  Referencial – acontece  quando  o  emissor transmite  a  informação de  forma  clara  e  verdadeira, sendo  extremamente  objetivo na emissão  da  mensagem, sem se  preocupar  com  o  receptor.

EX.: linguagem  usada nos  Telejornais,  Médicos,  Dentistas,  Cientistas,  Jornais, Rádio , Revista e  por  todos  aqueles  que  lidam  com  a  verdade comum.
 
Função  Metalingüística -  quando  o  emissor  envia  uma  mensagem  e nela  está  contida  a  explicação do  porquê  da  mensagem,  acontece  o  que  se  classifica  como  Função  Metalingüística.

Tipologia Textual

A TIPOLOGIA TEXTUAL   é a finalidade do texto e divide-se  em: Informativo, Normativo, Didático, Fático, Divinatório, Exortativo, Opinativo,  Expressivo, Expositivo, Opinativo, Polemico e Instrucional.

Veja o quadro abaixo:
 
 
GÊNEROS DE TEXTOS

1.                    Diários, biografias: relatam experiências
2.                    Contos de fadas, romances, lendas: contam histórias
3.                    Editoriais, cartas de leitores, ensaios, resenhas críticas: contestam, questionam, debatem, defendem opinião
4.                    Conferências, tomadas de notas, relatórios: expõem, detalham  informações
5.                    Instruções, receitas, regras de jogos, regulamentos: ensinam a realizar ações.
6.                    Tipos de redação e interpretação textual -   Dissertação Narração Descrição
7.                    É o tipo de composição na qual expomos idéias gerais, seguidas da apresentação de argumentos que as comprovem. É a modalidade de redação na qual contamos um ou mais fatos que ocorreram em determinado tempo e lugar, envolvendo certos personagens. É o tipo de redação na qual se apontam as características que compõem um determinado objeto, pessoa, ambiente ou paisagem.

Existem três formas básicas de redação - descrição, narração e dissertação.

É importante que você consiga perceber a diferença entre elas.

DESCRIÇÃO

A função da descrição é informar as características do que está sendo dito ao leitor, apresentando detalhes das características do lugar, pessoa ou objeto, interrompendo a narrativa.
A descrição se divide em  objetiva, quando destaca os elementos característicos daquilo que se descreve e subjetiva, quando o autor se preocupa em descrever as, sensações, emoções pensamentos e impressões do personagem que muitas vezes  são apresentadas  de forma que interferem ou  modificam as características daquilo que está sendo apresentado.
Deve-se observar que uma descrição sempre será acompanhada de uma narrativa, pois se faz necessário os elementos da segunda para que a primeira tenha sentido.

NARRAÇÃO
 É  o  ato  de  contar  uma  história,  seja  ela  verídica  ou  não.
A narração  possui  alguns  elementos  que  a  distingue de  alguns  textos e  são  eles:
 a) Foco  Narrativo – é  o  narrador  propriamente  dito,  que  vem  em 1ª (primeira)  pessoa  ou    (terceira) pessoa.
Em  primeira pessoa – o narrador que participa  da  história  que  está  contando.
Em  terceira  pessoa -   o narrador  apenas  conta  o  fato  acontecido  com  alguém.

b) PERSONAGENS – são  aqueles  que participam do  fato narrado, podendo ser:  Personagens principais ou secundários.

c) TEMPO – é a localização de dia, mês, ano, hora, minutos, segundos ou qualquer  coisa que localize o fato  no tempo.

O tempo pode  ser:

Cronológico – quando o  autor  se  preocupa  em situar  os  fatos  narrados  numa  determinada  época  ou  data  no tempo, proporcionando para que lê  o  texto ou houve uma localização temporal dos fatos.

Psicológico – quando apenas  o  narrador  sabe  em que  época  ou  data   aconteceram os  fatos, a  localização  temporal  esta  somente  na cabeça  do  narrador.

AMBIENTE -  é o lugar  onde acontecem  os  fatos, o cenário  dos  acontecimentos.

DISSERTAÇÃO
 Dissertar: expor idéias.
Argumentar: convencer e persuadir.
Convencer: utilizar as informações, para através da razão, demonstrar, provar algo.
Persuadir: convencer uma pessoa para agir e pensar como nós.
É possível convencer, mas não persuadir alguém. EstruturaIntrodução
 Exemplo - A procura por cursos e escolas de boa qualidade tem aumentado significativamente. Os altos índices de desemprego, no país, são fatores predominantes para que os pais, mais atentos a essa realidade, busquem, na educação, minimizar as dificuldades existentes.

Inicio

O primeiro parágrafo, deve ser breve e apresentar apenas informações sucintas sobre o tema abordado. Deve ter no máximo quatro linhas.
Pode-se iniciar a introdução com:
- uma afirmação;
- uma ou mais perguntas;
- uma retrospectiva histórica (falando sobre dados passados) ;
- dados estatísticos (desde que verídicos e atuais);
- uma narração.

Desenvolvimento

Deve ser constituído de, no mínimo, dois parágrafos. É a parte da redação em que os argumentos são abordados. Cada argumento deve ser desenvolvido em um parágrafo distinto.

Pode-se desenvolver os argumentos por meio de relações de :

- causa-conseqüência;
- contraste;
- semelhança;
- tempo;
- espaço;
- enumeração;
- explicitação.

EXEMPLOS DE EXPRESSÕES UTILIZADAS EM PARÁGRAFOS DE DESENVOLVIMENTO:

Confronto
 "É possível que... no entanto..."
"É certo que... entretanto..."
"É provável que ... porém..."

Divisão de idéias
"Em primeiro lugar ...; em segundo ...; por último ..."
"Por um lado ...; por outro ..."
"Primeiramente, ...; em seguida, ...; finalmente, ..."

Enumeração
"É preciso considerar que ..."
"Também não devemos esquecer que ..."
"Não podemos deixar de lembrar que..."

Uso de citações
 "Segundo ..."
"Conforme ..."
"De acordo com o que afirma ..."

Reafirmação
"Compreende-se então que ..."
"É bom acrescentar ainda que ..".
"É interessante reiterar ..."

Inserção de objetivos (mais usado em textos científicos)
 "Com este trabalho objetiva-se ..."
"Pretende-se demonstrar ..."
"O presente trabalho objetiva ..."

Exemplificação
"A fim de comprovar o que foi dito, ..."
"Para exemplificar, ..."
"Exemplo disso é ..."

Oposição de idéias
 "Por outro lado, ..."
"Em contrapartida, ..."
"Ao contrário do que se pensa, ..."
"Em compensação, ..."

ATENÇÃO A ALGUMAS EXPRESSÕES QUE PODEM SER UTILIZADAS EM SEU TEXTO:

"Para tanto, ..."
"Para isso, ..."
"Além disso, ..."
"Se é assim, ..."
"Na verdade, ..."
"É fundamental que ..."
"Tudo isso é ..."
"Nesse momento, ..."
"De toda forma, ..."
"De tal forma que ..."
"Em ambos os casos, ..."

Conclusão
É o último parágrafo. Deve ser breve também com, no máximo, quatro linhas. Neste parágrafo deve ser exposta sua opinião pessoal a respeito do tema abordado.
Pode-se utilizar expressões iniciais do tipo:

- "Assim,..."
- "Portanto,..."
- "Mediante os fatos expostos,..."
- "Dessa forma, ..."
- "Diante do que foi dito ..."
- "Resumindo, ..."
- "Em suma, ..."
- "Em vista disso, pode-se concluir que ..."
- "Finalmente, ..."
- "Nesse sentido, ..."
- "Com esses dados, conclui-se que ..."

Pode-se fazer na conclusão uma:

- sugestão
- advertência
- afirmação

OBSIMP!   OBSERVAÇÃO IMPORTANTE

Dicas de Redação numa redação dissertativa – argumentativa:

1.                  Não use a 1ª pessoa do singular (Eu). Prefira usar os verbos na 3ª pessoa do singular (Compreende-se ..., percebe-se ...).
2.                  Em cada parágrafo, procure elaborar de dois a três períodos. Não faça períodos longos nem curtos.
3.                  Não use gírias nem provérbios.
4.                  Não use etc. nem reticências.
5.                  Use anáforas, catáforas, hiperônimos, hipônimos, perífrases e antonomásias para atribuir coesão a seu texto. Ao escrevermos um texto, utilizamo-nos de vários elementos de referenciação como: pronomes pessoais, possessivos, demonstrativos, indefinidos, assim como apostos, hiperônimos (palavras de idéias gerais – "instrumentos", "ferramentas", ...), hipônimos (palavras de idéias restritas – "violão", "martelo", ...), perífrases ("a Cidade Maravilhosa" para substituir, por exemplo, "Rio de Janeiro"), antonomásias ("Poeta dos Escravos" = Castro Alves) entre outros artifícios lingüísticos.
6.                  Não repita palavras ou expressões. Use sinônimos.
7.                  Só use exemplos que sejam de domínio público, portanto apenas aqueles que tenham saído na mídia: jornais, revistas, ...
8.                  Evite estrangeirismos. Por outro lado, se for necessário, use aspas para palavras latinas, americanas ... ( condição "sine qua non" = essencial).
9.                  Ao separar as sílabas, não deixe apenas uma vogal, iniciando ou terminando, uma linha. Também não termine a sílaba, mesmo que correta, deixando, em cima ou embaixo, um cacófato.
  
EMPREGO  DE  PALAVRAS

EMPREGO  DO  HÁ –

a)Quando puder  ser  substituído  por           EXISTIR

Ex.:Não há (existe) data  prevista  para  o fim  das  aulas

b)Quando puder  ser  substituído  por  FAZ

Ex.:  As  aulas  terminaram  há (faz)  dez  minutos

ATENÇÃO:

            Usa-se  somente  o  ,  quando  a  palavra  indicar  VERBO,  fora  isso,  usa-se  somente  o  A  comum.

EMPREGO  DO  MAS/ MÁS/MAIS

Emprego  do  MAS


Usa-se  o  MAS  quando  seu  significado  for  semelhante  a  “porém”, “contudo”, “no  entanto”  , “todavia”.

Ex.: Estudei mas  não fui  aprovado.

Emprego do  MÁS

Usa-se  MÁS  como  antónimo  de  BOAS

Ex. :  Bruxas  más  /                  Bruxas  boas

Emprego do MAIS

a)Usa-se  o  MAIS  quando  indicar  adição,  soma, aumento etc.

Ex:  O  povo  brasileiro quer  mais  empregos


EMPREGO  DO  MAL/MAU

Emprego  do  “MAL”

a)como  antônimo  de  BEM 
                        Ex: Estou  mal  de  saúde  /     Estou  bem  de  saúde

Emprego  do  “MAU”

Como  antônimo  de  BOM

Ex: Lobo  mau  /   Lobo  bom

 EMPREGO  DOS  PORQUÊS

Emprego do  “PORQUE”

a)Indicando  uma resposta  ou explicação,  podendo ser substituído pela palavra “pois”.

Ex.: Marta foi aprovada porque  estudou  muito

Emprego do “PORQUÊ”

a)Funciona como sinônimo de “causa”, “motivo” ou “razão”

Ex.:O professor faltou   três  dias  e ninguém sabe  o porquê  desta  ausência    

Emprego do “POR  QUE”

a)Indicando um pronome  interrogativo, no sentido de “por qual motivo”

Ex.:  Por  que os alunos não estudam?

b)Indicando um pronome relativo, no sentido de “pela qual”, “pelo qual”, no singular ou plural

Ex.: Estas são as vitórias  por  que  lutamos

c)Quando posposto a  ele, couber a palavra “razão”

Ex.: O povo não entende, por  que  os políticos não cumprem suas promessas.

EMPREGO DO  “POR   QUÊ”

a)No final da  oração,   como pronome interrogativo

Ex.:  Não estudaram  por  quê?

b)Sempre  que aparecer  no  final da frase

Ex.: O  Brasil  continua  cheio de esperanças  e  ninguém sabe o por  quê.

EMPREGO DE   AONDE / ONDE

Emprego do Onde

a)Quando a  palavra  indicar  “em  que  lugar”  e o verbo da oração  não  indicar  movimento

Ex.:  Na  Bahia  e  onde tudo  acontece

Emprego  do  Aonde

Quando a palavra  indicar  “para onde”  e  o  verbo da  oração indicar  movimento

Ex.: Aonde  iremos passar  o  final de semana?

ATENÇÃO

Aonde (movimento) iremos passar  o  final  de  semana?
Na  Bahia, porquê (motivo) lá  e  onde (lugar)  tudo acontece.

Se  a  oração  não  aceitar  “para onde” = “aonde”,  então  será  sempre “onde”


EMPREGO  DE  DENTRE /  ENTRE

Emprego  do  “DENTRE”

a) A palavra  “DENTRE”  significa  “DO MEIO DE”  para  ser  usada é  necessário  que  exista  um  verbo  na oração,  solicitando   a  preposição “de”.
Ex.: Jesus ressurgiu  dentre  os  mortos

            Quem  ressurge, ressurge  de algum  lugar. 
            De  onde?
            De  entre  os  mortos – do  meio  dos  mortos

                        De  entre  =  dentre

Emprego  do  “ENTRE”

a)O  “ENTRE” é  usado  em  todos  os  casos  que  não  cabe  o  “DENTRE”.

Ex.: Entre os  alunos  desta  escola,  tenho  mais chance  de  realizar meu  trabalho.

Emprego  - Cessão / sessão / secção / seção

Cessão é o ato de ceder, o ato de dar.
Exemplo: A cessão do terreno para a igreja agradou os fiéis.

Sessão é o intervalo de tempo que dura uma reunião, um evento, etc.
Exemplo: Assistimos a uma sessão de cinema.

Secção e seção significam a mesma coisa. Parte de um todo, subdivisão ou segmento.
Exemplo: Arnon leu a notícia da secção (ou seção) de esportes.
           

TÉCNICAS DE REDAÇÃO PARA ORGÃOS PUBLICOS


Sabe-se que a redação, em diferentes tipos de concursos, exige do candidato leitura de mundo. Também é sabido que, para se elaborar um bom texto, não é necessário dominar todas as regras gramaticais.
Por outro lado, para se fazer uma boa redação, é importante obedecer à norma culta dita padrão. Erros como de acentuação, ortografia e pontuação, se forem raros, não retiram de você a possibilidade de obter uma boa nota. Em contrapartida, se forem freqüentes, demonstrarão falta de conhecimento de regras básicas da língua ou, no mínimo, falta de zelo, de cuidado com o que e como se escreve.
Preocupe-se em ler bastantes matérias sobre assuntos que digam respeito à área que você escolheu para prestar concurso. Por exemplo, numa prova para a Polícia, em nível superior, deve-se estar ciente das formas de perícia técnica, tráfico, policiamento nas fronteiras, desarmamento civil, entre outros temas constantes na mídia.
Aconselha-se, num primeiro momento, visitar o site da instituição escolhida a fim de conhecer um pouco mais os assuntos que permeiam essa.
Num segundo momento, é preciso ler revistas como Veja, Isto É, Época, entre outras, além de ler jornais como O Globo, Jornal do Brasil, Folha de São Paulo principalmente.
Dominar o assunto não garante um bom texto, articulado. Para isso, deve-se ter uma atenção prévia que diz respeito a seu planejamento.
 É preciso dividi-lo bem em introdução, desenvolvimento e conclusão, seja ele narrativo, descritivo ou dissertativo. Convém ainda estar atento ao número de linhas em cada parágrafo bem como ao número de períodos, à coesão e à coerência.
O rascunho é peça-chave para escrever um bom texto. Ao passar a limpo seu texto, você poderá enxergar os erros que passaram despercebidos e poderá ainda cortar os excessos, deixando-o melhor.
Esses são aspectos imprescindíveis a uma boa redação.
Dessa forma, pretende-se desenvolver um senso de organização textual tanto quanto a consciência do papel da leitura e da informação no processo de elaboração de um bom texto.
Lembre-se de que nem toda pessoa que lê escreve bem, mas toda pessoa que escreve bem lê bastante.
É sabido que a Redação exige a defesa de uma opinião do candidato por meio da elaboração de um texto argumentativo em registro formal.
Observam-se os aspectos de construção dos argumentos e do texto. Atenção ao uso de conectores (conjunções, preposições, etc.).
            Gêneros privilegiados para a prática de escrita e leitura de textos Linguagem Oral.


RESUMO

    A idéia que geralmente se tem de uma boa redação é aquela em que o escritor consegue deixar o leitor impactado e que acrescente algo. Digamos que esta é uma verdade, mas para se fazer um bom texto é necessário usar as técnicas corretas.
    Além de ter uma boa caligrafia (ou pelo menos legível), saber acentuação, pontuação, ortografia e saber argumentar o tema proposto, é preciso ser conhecedor das normas gramaticais e normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).
    Algo comum no mundo dos concurseiros é o grande temor que há pela redação nas provas. Não muito raro, o candidato se sente preparado para a prova objetiva, enquanto para a subjetiva não. A única maneira eficaz de aprender a fazer uma boa redação é treinando fazer redação. Lembre-se: a prática leva a perfeição.
    Um texto é composto de três partes essenciais: introdução, desenvolvimento e conclusão. O correto é haver um elo ligando essas partes, como se formassem a costura do texto. Na introdução é onde o tema abordado é apresentado, não deve ser muito extensa, aconselha-se que tenha apenas um parágrafo de quatro a seis linhas. O desenvolvimento é o “corpo” do texto, a parte mais importante dele. É onde quem escreve expõe seu ponto de vista e argumenta de uma forma lógica para que o leitor acompanhe seu raciocínio. Nesta parte do texto faz-se uso de no minímo dois parágrafos. A conclusão é o fechamento. Onde o ponto de vista e possíveis soluções são defendidas. Mas, é válido lembrar que introdução, desenvolvimento e conclusão são ligados e dependentes entre si para que a coesão e corência textual sejam mantidas e o texto faça sentido.
    Abaixo segue algumas dicas para redijir um bom texto:
     Leia muito, a leitura enriquece o vocabulário, você olha visualmente as palavras e envia para a sua memória a forma correta de escrita das palavras;
Escreva muito. Escreva em diários, faça poemas, copie receitas, utilize o recurso da escrita até mesmo para tornar a letra mais legível e bonita;
Treine fazer redação com temas que poderão ser relacionados com prova de concurso que irá fazer. Ou faça com temas da atualidades, notícias constantes nos meios de comunicação;
Seja crítico de si mesmo, revise os textos de treino, retire os excessos, deixe seu texto “enxuto”.
Cronometre o tempo que é gasto nas suas redações de treino e tente sempre diminuir o tempo gasto na próxima;
Não faça parágrafos prolongados;
Não ultrapasse as margens nem o limite de linhas estabelecidas na prova;
Seja objetivo; O que você gastaria três parágrafos para escrever tente colocar apenas em um;
Mantenha o mesmo padrão de letra do início ao fim do texto. Não inicie com letras legível e arredondada, por exemplo, e termine com ela ilegível e “apressada”, isso dará uma péssima impressão para o examinador da banca quando for ler;
Não faça marcas, rabiscos, não suje e nem amasse sua redação; Tenha o máximo de asseio possível;
Faça as redações de provas anteriores do concurso que você prestará;
Fique focado no enunciado do que a banca está pedindo, não redija um texto lindo, mas que está totalmente fora do tema. Nunca fuja do tema proposto;
Na introdução faça uma pequena abordagem, apresentação inicial, no desenvolvimento exponha suas idéias de forma clara, argumente e, por fim, na conclusão, feche o texto retomando o foco do texto e se posicionando em relação ao assunto. Nunca inverta as ordens entre introdução, desenvolvimento e conclusão;
Use sinônimos, evite repetir as mesmas palavras;
Tenha seus argumentos fundamentados. Seja coeso e coerente;
Tenha domínio sobre pontuação e acentuação;
Saiba colocar suas idéias no papel de forma que outros possam ler e entender realmente o que você quis dizer; 

 SIGNIFICAÇÃO  DAS  PALAVRAS (SEMÂNTICA)

SINONÍMIA = sinônima      Ex:  bonito =  lindo

ANTONÍMIA = antônima    Ex:  magro  ¹  gordo


POLISSEMIA - é a  mesma  palavra,  com   significados  diferentes  por  causa  do  contexto.

Ex: O  bico  do  bule amassou.
      O bico  do papagaio é grande.

PARÔNIMOS  E  HOMÔNIMOS


PARÔNIMOS – São  palavras  parecidas  na  escrita  e  na  pronúncia,  mas  com  diferentes  significados.

Ex.:  tráfego -  movimento de  carros
        Tráfico -  compra  e  venda  de  drogas

HOMÔNIMOS -  Acontece  quando  uma  mesma  palavra,  passa  a  ter  outros  significados
-  mesma  palavra                    significados  diferentes

Ex.: Saí  cedo           advérbio

        Cedo  meu  lugar  a você
           
       
                          Verbo  ceder  (dar)

             PARONÍMIA  = parônimos

EX:  Mandato – tempo que  um  político fica no cargo.
       Mandado – ordem  expedida por autoridade.

HOMÔNIMIA -  homônimos

sessão (reunião)
seção (divisão)                ®                  pronúncia igual
cessão (ato de ceder)

sede (é)
sede (ê)                          ®                 grafia igual

    A  seguir  uma  relação  dos  homônimos  e  parônimos  mais  usados  no Brasil.

·                     abjeção = baixeza; degradação
·                     objeção = contestação; argumentação
·                     absolver = inocentar
·                     absorver = sorver; aspirar
·                     acender= fazer pegar fogo; ligar  a luz...
·                     ascender =  subir; elevar-se
·                     acento = sinal gráfico
·                     assento =  lugar  em que as pessoas  sentam-se
·                     acidente = ocorrência  infeliz, desastre
·                     incidente =  fato  imprevisto,  mas  nem  sempre  trágico  ou triste
·                     acondicionar = dar  certa  condição, cuidar para que não estrague
·                     condicionar = estabelecer  condições  para  que  algo se  realize
·                     acordam = do verbo  acordar
·                     acórdão = termo jurídico que significa “decisão  tomada”  por uma instância  superior
·                     aparte = interrupção feita  a quem está  discursando
·                     à  parte = de lado,  separadamente
·                     apêndice = parte anexa, acréscimo
·                     apendicite = inflamação
·                     apreçar = perguntar  ou ajustar  preço
·                     apressar = verbo  relacionado à palavra  pressa
·                     caça = ação de caçar
·                     cassa = tecido fino e  leve  de  algodão ou  linho
·                     caçar = perseguir  animais para  mata-los
·                     cessão = ato  de  ceder
·                     seção =  divisão,  parte, setor
·                     secção = ato de seccionar
·                     sessão = tempo de duração
·                     comprimento = extensão
·                     cumprimento = saudação
·                     concerto = apresentação musical pública
·                     conserto = correção
·                     coser = costurar
·                     cozer = cozinhar
·                     decida = forma do verbo decidir
·                     descriminar = inocentar, tirar o caráter  de crime de alguma coisa
·                     discriminar = distinguir, estabelecer diferença
·                     empencilho =  embaraço intencional para causar dano
·                     impencilho = dificuldades
·                     emigrar = sair do  país em que nasceu
·                     imigrar = entrar em um país estrangeiro
·                     eminete = destacado,  ilustre
·                     iminente = prestes a  acontecer
·                     esperto  =  que aproveita as oportunidades
·                     experto = experiente e/ou muito entendido em algum assunto
·                     esterno = nome de um osso que    no  peito
·                     externo = que fica ou vem de  fora
·                     estrato =  faixa ou camada de alguma coisa
·                     extrato = que se retirou de  alguma coisa
·                     flagrante  = evidente, que se reconhece facilmente
·                     fragante = perfumado
·                     fluído = escorrer,escoar,decorrer ; do verbo fluir
·                     fluido = correr em estado líquido
·                     incipiente = iniciente, que está no começo
·                     insipiente = ignorante, que não sabe nada
·                     inflação =  desvalorização  monetária
·                     infração = ato de desrespeitar uma lei
·                     infligir = aplicar pena ou castigo
·                     infrigir = desrespeitar , transgredir
·                     intercessão = interferência, intervenção
·                     intersecção =  cruzamento
·                     mandado = ordem escrita por uma autoridade
·                     mandato = poder dado pelo povo  a alguém

 Língua Brasileira    Dúvidas de A a Z:
  
CONDORDÂNCIA VERBAL
 A concordância verbal deixa muita gente confusa. Por exemplo: Qual a forma correta?
“Vai fazer 3 meses que ele se foi.”
“Vão fazer 3 meses que ele se foi.”
O certo é “Vai fazer 3 meses que ele se foi”. O verbo “fazer” é muito específico na Língua Portuguesa. Ele não deve ser flexionado quando usado para indicar tempo decorrido. Por exemplo:  
“Já fazia dez anos...”
“Faz cinco horas...”
“Faz sete anos...”
“Faz trinta dias...”
O verbo também fica no singular quando associado a outro verbo. Exemplos:
“Vai fazer dez anos...”
“Deve fazer trinta anos...”
Agora você já sabe:

"Faz dois anos que estive aqui” e não “fazem dois anos que eu estive aqui."
Como o verbo fazer indicando tempo não tem sujeito, podemos e devemos dizer: "passaram dois anos".
De fato, os anos passam. Mas nunca se deve dizer "fazem dois anos ".
Outra questão: Qual o correto: "Quando visitei sua mãe, eu morava lá há dois anos" ou "... morava lá havia dois anos”?
Se substituirmos o verbo “haver” por “fazer”, a forma correta é ".... eu morava lá fazia dois anos". Logo, "... eu morava lá havia dois anos".
 HÁ / ATRÁS
Não é “Há décadas atrás”porque Há e atrás já indicam que a frase está no passado. Use apenas “Há décadas” ou “Décadas atrás”.

RUIM
 Esta palavra tem duas sílabas: ru-im, formando um hiato.
Se você disser que a situação está rúim, com certeza ela ficará ainda pior!
A pronúncia correta é ruím.
CIDADÃO / CARÁTER
Errado - cidadões.               Correto - cidadãos.
Singular -  caráter.               Plural  -  caracteres.
A GENTE E AGENTE 
a) A gente =   nós; o povo, as pessoas.
 Exemplos:       Nós vamos à praia este fim de semana. (Forma mais culta.)
                        A gente vai à praia este fim de semana. (Forma mais popular.)
b) Agente = indivíduo encarregado, responsável por determinada ação: aquele que age. Agente possui também outros significados.
Exemplo:  Meu pai é agente de viagens da Varig.
A GENTE OU NÓS?
Se você estiver num contexto formal, que exige a gramática tradicional, não há dúvida de que nós é palavra mais adequada; no entanto, nada impedirá a utilização de a gente num ambiente descontraído e informal. Cabe lembrar-se, apenas, de que a concordância verbal deve prevalecer sempre: use nós com o verbo na 1ª pessoa do plural; use a gente com o verbo na 3ª pessoa do singular. Nunca use: a gente fomos.
AIDS OU Aids? 
 Como Aids é uma sigla, a inicial deve ser maiúscula. O Brasil adotou a sigla inglesa, em português ou espanhol seria Sida (adotada pela Argentina). Acho que foi interferência de Nossa Senhora Aparecida... a nossa Cida querida. Não ia ficar bem dizer que o fulano morreu de Sida.
AMBOS –
O numeral "ambos", que é o único "dual" em português, pode ser reforçado em "ambos os dois", "ambos de dois", "ambos e dois", "ambos a dois", "a dois ambos".


ANEXO
Em anexo (locução adverbial) - invariável. Exemplos: Os arquivos seguem em anexo. As pastas seguem em anexo.
Anexo (adjetivo) - variável (gênero e número). Exemplos: Os arquivos seguem anexos. As pastas seguem anexas. 
A NÍVEL DE?
Jô Soares condena o uso da expressão "a nível de", mas nunca explicou o motivo da condenação. Não que eu tenha o hábito de utilizá-la, mas é realmente incorreto o seu emprego? (Leitor desta coluna). Transformei a dúvida dele em teste da semana.
Resposta: A nível de tornou-se uma muleta, ou seja, expressão dispensável, desnecessária.
Ano novo/ ano-novo
 “Feliz ano novo!” – sem hífen, pois a pessoa está desejando-lhe todas as felicidades do mundo no ano que se inicia. 
“Para o Natal e para o ano-novo, o supermercado Y tem as melhores ofertas.” – com hífen, pois REFERE-SE  a FESTA.
 Em ambos os casos, letra minúscula.
Anos  sessentas
Qual é o erro desta frase?
“Durante uma hora ele falou, emocionado, sobre sua juventude nos anos sessenta.”
A resposta certa: Durante uma hora ele falou, emocionado, sobre sua juventude nos anos sessentas.
Diz-se duas canetas ou duas caneta? A primeira, claro! 
Cuidado para não confundir “numeral” com “substantivo”.
Numerais : quarenta anos, setenta anos, noventa anos. Substantivos : anos quarentas, anos noventas, anos noventas.
Os anos setentas são: 70, 71, 72, 73, 74, 75, 76, 77, 78 e 79. Vários setentas!
 Há quem defenda o singular, pois alega que sessenta é um substantivo com função de adjetivo, que estabelece o tipo ou categoria, como em banana-maçã, bananas-maçã. A tendência atual é pluralizar: anos sessentas. 
Os estudantes antigamente faziam a prova dos noves na escola? O número 5555 é formado por quatro cincos; o número 777, por três setes. E o número 111? Mesmo raciocínio: formado por três uns.
 
A persistirem/ ao persistirem
"A persistirem os sintomas, procure orientação médica."
"Ao persistirem os sintomas, procure orientação médica."
As duas formas aparecem em propagandas de medicamentos na tevê. Qual é a correta? Quem fez a pergunta foi João Batagelo, radialista (Rádio Tietê, Araçatuba).
Há duas estruturas diferentes, e deve-se optar entre elas com base no que pretende dizer. "A persistirem os sintomas..." é uma estrutura condicional; equivale a "se persistirem os sintomas...".
"Ao persistirem os sintomas" é temporal; equivale a "quando persistirem os sintomas".
Nessa frase do Ministério da Saúde, o significado implícito é "se os sintomas persistirem", embora o nexo temporal também seja possível.
Conclusão: as duas formas estão corretas, mas muitos gramáticos só admitem a frase na condicional: "A persistirem os sintomas...".

Apagão ou blecaute? 
A duas palavras são de origem estrangeira e têm como definição a falta total de energia elétrica numa cidade ou região.
Apagão não é encontrada nos dicionários, já blecaute é registrada por Aurélio e Michaelis. Isso não quer dizer que esteja errado empregá-la, é um neologismo legítimo, que foi adaptado ao nosso sistema ortográfico.
A princípio / em princípio
Segundo Domingos Paschoal Cegalla em seu "Dicionário de Dificuldades da Língua Portuguesa", as duas locuções são empregadas, mas cada uma tem seu significado. 
Em princípio: significa em tese, teoricamente, antes de qualquer consideração. Exemplo: "Em princípio, sua proposta nos interessa, mas só a direção da empresa é que pode aceitá-la".
 A princípio: significa no começo, inicialmente. Exemplo: "A princípio, tudo parecia um mar de rosas, mas não tardaram a surgir dificuldades".
A priori / a posteriori
"A priori", expressão latina, significa anterior à experiência, anterior à verificação experimental. E tem como antônima outra expressão latina: "a posteriori" que significa conhecimento, afirmação, verdade provenientes da experiência, ou que dela dependem. Na verdade, há uma banalização das duas expressões como se fossem sinônimas de "antes" e "depois". Tomar cuidado.
Ar condicionado/ ar-condicionado
Sem hífen é o próprio ar, cuja temperatura foi alterada para quente ou fria. Exemplo: O ar condicionado lhe fez mal. Com hífen, designa o aparelho: Vende-se um ar-condicionado. Ou seja, um condicionador de ar. 
Arroba
Qual é o sentido do símbolo @, usado nos endereços eletrônicos? 
Resposta: A palavra arroba vem do árabe «ar-ruba» e quer dizer 15 kg, tem como antiga abreviatura@, portanto o símbolo existe antes do computador
A Ver / Haver 
Essa roupa não tem nada a ver com você. 
 Nada a haver tem sentido completamente diferente: que não tem nada a receber.
Bebedouro ou bebedor d’água
Internauta me passou e-mail, inconformado com a inscrição que há na estação rodoviária de Araçatuba: “bebedor d’água”. Bebedor é aquele que bebe muito. Exemplo: Joaquim é um bom bebedor de cerveja. 
“Bebedouro”, segundo o Aurélio, é designação genérica de diferentes tipos de aparelhos ligados à rede hidráulica de edifícios, que fornecem água a temperatura normal ou gelada, e que permitem beber sem necessidade de copo, muito utilizados em escolas, fábricas, escritórios, lojas, etc. Que tal o administrador fazer a correção: bebedouro d’água?
Araçatuba gosta de dar demonstração aos visitantes de que cuida mal do português. As placas colocadas nos canteiros centrais da av. Brasília é um exemplo evidente disso   
Bufê ou bifê?
       A língua francesa nos forneceu um grande conjunto de palavras, muitas já devidamente aportuguesadas: ateliê, abajur, boate, batom, chofer, detalhe, garçom, marrom, vermute... No caso de buffet, a forma aportuguesada é bufê. Garage, por exemplo, é palavra francesa. É melhor usar a forma aportuguesada garagem, com a terminação agem, como tantas outras palavras da língua portuguesa: viagem, paisagem, plumagem, contagem...  
Cãibra ou câimbra
As duas formas são registradas pelo dicionário Aurélio. “Cãibra” paroxíto-na, mas o dicionário Michaellis separa suas sílabas assim: cã-i-bra.  Enquanto “câimbra” é proparoxítona, por isso o acento circunflexo, porém há quem discorde, dizendo que ela continua sendo uma paroxítona pois o encontro vocálico, na verdade, é um ditongo decrescente nasal.  Em Portugal só há cãibra.
Calçar as luvas?

"No inverno, as pessoas friorentas calçam luvas."
Não há erro. Também se calçam as luvas, pois "calçar" significa vestir os pés ou as mãos, como pôr as calças. Já houve muita polêmica sobre assunto, dizia-se que não se vestem as luvas. Não é verdade. Posso usar "calçar as luvas", que é mais clássico; como "vestir as luvas".
Clipe ou clips
Que nome se dá em português às peças de metal que servem para prender folhas: clips ou clipes? O aportuguesamento do inglês “clip” é clipe. O plural é clipes. 
Coco/ cocô
1) Que palavra tem acento: coco (fruto do coqueiro) ou coco (excremento)?
Resposta: cocô (excremento) é acentuada, porque é uma palavra oxítona terminada em “o”. Já coco (fruto do coqueiro) não tem acento, pois não se acentuam as palavras paroxítonas terminadas em “o”.
Coalizão e colisão
“Uma coalizão de centro-esquerda reelegeu Mário Covas.” Coalizão signi-fica união, acordo, aliança. “Já Maluf está em colisão com os marqueteiros.” Colisão significa choque, conflito, luta. 
Consigo
“Consigo” só pode ser usado com o sentido reflexivo, ou seja, a ação recai sobre a mesma pessoa que a pratica. Exemplos: A mãe trouxe consigo as receitas./ João disse consigo mesmo./ Guarda a carta consigo.
No Brasil, é inadmissível usar “consigo” para substituir “com você”, “com o senhor”. Veja alguns exemplos corretos: Quero falar com o senhor (e não “quero falar consigo”). Concordo com você (e não “concordo consigo”). 
Convalescença ou convalescência
O doente que se recupera está  em convalescença. É ença o final correspondente aos verbos finalizados em scer, ecer e erer. Assim, renascer: renascença, parecer: parecença, malquerer: malquerença.
A terminação ência derivada dos adjetivos terminados em ente. Exemplo: beneficente: beneficência. O certo é convalescença.
“Curriculum vitae” - plural
A expressão latina significa o conjunto de dados concernentes ao estado civil, ao preparo profissional e às atividades anteriores de quem se candidata a um emprego, a um concurso. Seu plural segue a gramática latina, portanto é “curricula vitae”.
Existe a forma aportuguesada correspondente: currículo/ currículos. Bem menos complicada
Despercebido/ desapercebido
Elas são palavras parônimas, parecidas. Despercebido significa, segundo o Aurélio, que não se viu ou não se ouviu; em que não se atentou; impercebido, desatento, distraído, desacautelado. Já desapercebido tem o sentido de desprevenido, desacautelado, desprovido, desguarnecido.
O Aurélio aceita as duas formas: despercebido/desapercebido para o senti-do de distraído, mas ele é um dicionário que registra todos os usos, não tem compromisso com a gramática normativa.
Dias da semana (plural)

Qual forma está correta: "quarta e quinta-feira" ou "quarta e quinta-feiras"? 
É preferível “quarta e quinta-feira” por dois motivos: 

a) Quarta e quinta-feira = “quarta-feira e quinta-feira”. Em “quarta e quinta-feira”, subentende-se o elemento “feira” depois de “quarta”. Por isso, não há razão para se pluralizar o elemento “feira” de “quinta-feira”. 
b) Se antepusermos o artigo, definido ou indefinido, diremos: “a quarta e a quinta-feira”, uma “quarta” e uma “quinta-feira” – sem pluralização.
Em mão/ em mãos
Uma internauta  quer saber se estava certo escrever “em mãos”. Apenas o “Dicionário de Dificuldades da Língua Portuguesa”, Editora Nova Fronteira, de Domingos Paschoal Cegalla, se manifesta a respeito. Ele considera as duas formas corretas, mas acrescenta que “em mãos” é mais usual no Brasil
Novas regras ortográficas


As novas regras da língua portuguesa mexem com acentuação e hífen.


Alfabeto  -  Nova Regra 
O alfabeto será formado por 26 letras
Como é 
As letras “k”, “w” e “y” não são consideradas integrantes do alfabeto
Como será 
Essas letras serão usadas em unidades de medida, nomes próprios, palavras estrangeiras e outras palavras em geral. Exemplos: km, kg, watt, playground, William, Kafka, kafkiano.

Trema  - Nova regra 
Não existirá mais o trema na língua portuguesa. Será mantido apenas em casos de nomes estrangeiros. Exemplo: Müller, mülleriano.
Como é 
Agüentar, conseqüência, cinqüenta, freqüência, tranqüilo, lingüiça, bilíngüe.
Como será 
Aguentar, consequência, cinquenta, frequência, tranquilo, linguiça, bilíngue.

Acentuação – ditongos “ei” e “oi”  - Nova regra 
Os ditongos abertos “ei” e “oi” não serão mais acentuados em palavras paroxítonas
Como é 
Assembléia, platéia, idéia, colméia, boléia, Coréia, bóia, paranóia, jibóia, apóio, heróico, paranóico
Como será 
Assembleia, plateia, ideia, colmeia, boleia, Coreia, boia, paranoia, jiboia, apoio, heroico, paranoico.
Obs: Nos ditongos abertos de palavras oxítonas terminadas em éi, éu e ói e monossílabas o acento continua: herói, constrói, dói, anéis, papéis, troféu, céu, chapéu.

Acentuação – “i” e “u” formando hiato  -  Nova regra 
Não se acentuarão mais "i" e "u" tônicos formando hiato quando vierem depois de ditongo
Como é 
baiúca, boiúna, feiúra, feiúme, bocaiúva
Como será 
baiuca, boiuna, feiura, feiume, bocaiuva
Obs 1: Se a palavra for oxítona e o “i” ou “u” estiverem em posição final o acento permanece: tuiuiú, Piauí.
Obs 2: Nos demais “i” e “u” tônicos, formando hiato, o acento continua. Exemplo: saúde, saída, gaúcho.

 Hiato  - Nova regra 
Os hiatos "oo" e "ee" não serão mais acentuados
Como é 
enjôo, vôo, perdôo, abençôo, povôo, crêem, dêem, lêem, vêem, relêem
Como será 
enjoo, voo, perdoo, abençoo, povoo, creem, deem, leem, veem, releem

Palavras homônimas   - Nova regra 
Não existirá mais o acento diferencial em palavras homônimas (grafia igual, som e sentido diferentes)
Como é 
Pára/para, péla/pela, pêlo/pelo, pêra/pera, pólo/polo
Como será 
para, pela, pelo, pera, polo
Obs 1: O acento diferencial ainda permanece no verbo poder (pôde, quando usado no passado) e no verbo pôr (para diferenciar da preposição por).
Obs 2: É facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as palavras forma/fôrma. Em alguns casos, o uso do acento deixa a frase mais clara. Exemplo: Qual é a forma da fôrma do bolo?

Hífen – “r” e “s”  - Nova regra 
O hífen não será mais utilizado em prefixos terminados em vogal seguida de palavras iniciadas com "r" ou "s". Nesse caso, essas letras deverão ser duplicadas.
Como é 
ante-sala, auto-retrato, anti-social, anti-rugas, arqui-rival, auto-regulamentação, auto-sugestão, contra-senso, contra-regra, contra-senha, extra-regimento, infra-som, ultra-sonografia, semi-real, supra-renal.
Como será 
antessala, autorretrato, antissocial, antirrugas, arquirrival, autorregulamentação, autossugestão, contrassenso, contrarregra, contrassenha, extrarregimento, infrassom, ultrassonografia, semirreal, suprarrenal.

Hífen – mesma vogal   - Nova Regra 
O hífen será utilizado quando o prefixo terminar com uma vogal e a segunda palavra começar com a mesma vogal.
Como é 
antiibérico, antiinflamatório, antiinflacionário, antiimperialista, arquiinimigo, arquiirmandade, microondas, microônibus.
Como será 
anti-ibérico, anti-inflamatório, anti-inflacionário, anti-imperialista, arqui-inimigo, arqui-irmandade, micro-ondas, micro-ônibus.

Hífen – vogais diferentes  - Nova regra 
O hífen não será utilizado quando o prefixo terminar em vogal diferente da que inicia a segunda palavra.
Como é 
auto-afirmação, auto-ajuda, auto-aprendizagem, auto-escola, auto-estrada, auto-instrução, co-autor, contra-exemplo, contra-indicação, contra-ordem, extra-escolar, extra-oficial, infra-estrutura, intra-ocular, intra-uterino, neo-expressionista, neo-imperialista, semi-aberto, semi-árido, semi-automático
Como será 
autoafirmação, autoajuda, autoaprendizagem, autoescola, autoestrada, autoinstrução, coautor, contraexemplo, contraindicação, contraordem, extraescolar, extraoficial, infraestrutura, intraocular, intrauterino, neoexpressionista, neoimperialista, semiaberto, semiárido, semiautomático.
Obs: A regra não se encaixa quando a palavra seguinte iniciar por h: anti-herói, anti-higiênico, extra-humano, semi-herbáceo.


  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

8 comentários:

madsa disse...

"COMPETÊNCIA LINGUÍSTICA E DISCURSIVA"- Fantástico! Só tenho a agradecer por este tão precioso trabalho! Forte abraço,
madsa-DF

Anônimo disse...

Obrigado professora.Será muito útil, vez que domingo tem prova do senado e cai essa matéria.

Anônimo disse...

Material maravilhoso! Até que enfim consegui alguma coisa nesse sentido! Seu blog é muito bom!

Marata -DF

Anônimo disse...

Professora disponibiliza material de estudo sobre interpretação de texto para concursos, sei que tem muitos por ai, mas tudo que vc coloca aqui é legal e sempre cai nas provas....


Jeronimo - MA

Anônimo disse...

Nossa até que enfim achei o tal material para a bendita prova....valeu!!!

Karlos BH

Anônimo disse...

Professora, suas aulas são d+ !!! Pq vc não deu aula de texto pra gente tbm? Vamos procurar vc em todos os cursinhos na proxima vez!
Um abraço!

Milena DF

Anônimo disse...

Professora Fátima, vc poderia vir dar aulas p nós aqui em GO...meu amigo que assistiu suas aulas disse que vc simplesmente é muito boa no q faz e que a muito tempo não tinha aulas tão boas assim....


Fernando - GO

Anônimo disse...

Esse materia é muito bom....alias todo o blogger e muito bom....imagine suas aulas?!?

Disponibiliza p gente os lugares em que vc esta ministrando aula que a gente vai atras....


Tamara - BSB

Postar um comentário

Este espaço é seu! Deixe aqui suas observações e perguntas, logo que puder, responderei a todos!
Divirtam-se!!!